Como já esperava, o Roger Federer perdeu.
Quem me dera ter, tal como o Rogério Casanova, ter confiança na superstição e no pensamento mágico: iria imediatamente ao professor Mandinga,ao professor Karamba e a outros especialistas implorar – lhes que fizessm o que fosse possivel para derrotarem os adversários do Suiço. Aliás, no estado em que me encontro, talvez o faça. Sim,porque o racionalismo e os desportivismo são muito bonitos se não for o nosso clube ou desportista favorito ( pronto, talvez não seja só pelo desporto. So o Roger Federer fosse um alien verde, viscoso e repugnante, provavelmente não quereria saber) a perder.
Sim, deve haver muitas razões para a derrota, sendo a mais provável que o tenista esteja a ficar farto do ténis,estar a ficar mais velho e o sérvio estar cheio de pica,mas isso não interessa. Não me interessará a sua vontade, nem que os adversários não possam jogar porque o prof. Karamba os fez parecerem galinhas anémicas e mudas,nem que a al-quaeda diga que só não matará tais jogadores,mais as suas familias, se eles deixarem Sua Majestade Absoluta ganhar. Tudo isso são coisas pequenas e insignificantes, quando comparadas com o prazer de ver Roger Federer ganhar, o qual só tem par no ouvir os outros jogadores falarem dele com uma atitude reverencial que eu,fora deste contexto,acho condenável em toda a gente que viva numa democracia laica.
Também não vou questionar o facto de que,sem hesitação,ajoelharia muito mais facilmente perante o RF que numa igreja. Aliás, perante o RF,todo um leque de atitudes que eu me envergonho de esboçar irromperiam naturalmente.
Ficará para outra hora a meditação sobre o porquê: agora,estou apenas preocupada em perceber se devo pedir ao profissional da feitiçaria para lixar o Djokovic ou toda a Sérvia.