Dezembro 2007
Dezembro 29, 2007
Dezembro 23, 2007
É bom saber que os criticos de cinema que a Empire emprega se sentem sossegados, seguros que a ordem do mundo foi novamente restabelecida: Keira Knightley, em Atonement ,desempenha um papel adequado á sua beleza delicada e não uma daquelas selvagens e bárbaras rrriott-girls ( sim,uma daquelas feministas) que tem habitualmente interpretado.
Ora, eu não sabia que havia regras não escritas que estipulavam que uma feminista tinha de ser uma macaca peluda ou que as belezas delicadas tinham de interpretar papeis igualmente frágeis e delicados.
Dezembro 18, 2007
Um sinal seguro de que se está obcecada: começar a ver ligações a determinada coisa em todo o lado.
Sim,neste momento,acredito que esta canção de Madonna traduz uma verdade profunda sobre Robin Hood.
Dezembro 17, 2007
Antes de serem nomeados:
- Que segredos tão absurdos!Esta politica de secretismo não tem qualquer sentido.
Depois de serem nomeados:
- Desculpa não ter dito nada, mas pediram-me segredo.
Dezembro 17, 2007
Morram os pontos de exclamação!
Dezembro 17, 2007
No post anterior ( não precisam de link,pois não
?), referi como,para mim, Marian seria uma quase segunda Xena.
Entretanto , na ânsia de ler a estória completa do episódio nº11 de Robin Hood,encontrei este Paraíso…quer dizer,blog.
Entre outras delicias, na caixa de comentários estava e está a decorrer uma discussão muito interessante ( pronto,interessante para os fãs) sobre se Marian seria uma manipuladora, uma lutadora,uma mulher inexperiente ,etc. Como disse, a discussão é inteligente,mas não posso deixar de notar como,para algumas de nós,é sempre dificil lidar com uma personagem feminina que não é absolutamente linear e que,sobretudo, sente tesão por quem,supostamente,não deveria. Pior ainda é quando esse tesão não está associado ao amor.
Bem,retomando o primeiro paarágrafo: Xena é sem duvida uma referência.Mas a outra não pode deixar de ser Mme. de Merteuil. A sua arte é a manipulação, unico meio de evitar sentir. Merteuil prefere destruir e destruir-se a perder o controlo e,no fim, nem ela própria sabe quem é. Marian, de forma alguma tão perversa e perturbada, prefere também usar as suas próprias emoções como engodo, dissociando – se delas como se fossem entidades estranhas , peças que podem ser montadas como lhe convém.Nunca se permite a si mesma ser dominada pelo seu desejo,nunca é completamente espontânea. She became a virtuosi of deceit.
Marian inventou-se,forjou duas identidades,e sente que em local algum,nem com nenhuma pessoa,pode ser ela mesma.Tal como Merteuil, finge,observa de longe e, no fim,como em qualquer jogo,conclui que só interessa ganhar. Ou morrer.
Dezembro 16, 2007
Confesso, adorava esta série. Era pirosa, a personagem principal representava mal,mas era óptima!Os mitos estavam bem estudados, os episódios eram inteligentes e variados,mas , sobretudo, era emocioanante!Merda, que grandes cenas de luta!Acredito que Xena se mantém como o padrão para qualquer heroína guerreira das séries actuais!
Não,minto, o sobretudo é para as personagens de Xena,Gabrielle e Calypso!
Xena, a princesa que fora uma guerreira sanguinária e cruel,mas que buscava uma outra forma de agir,Gabrielle, a intelectual e Calypso , o resultado do passado de Xena. Xena e Gabrielle e lésbicas? Sim. Isso era apresentado de forma ridicula,não ?Isso significava que odiavam os homens? Também não. Os problemas eram sempre resolvidos através de um misto de inteligência e luta e esta nunca era bronca, assim como Gabrielle nunca era cobarde. Os inimigos de Xena e Gabrielle eram de ambos os sexos e não havia um padrão: cada um era diferente.
Xena foi, das séries que vi, a primeira a apresentar personagens femininas complexas, variadas, sem que houvesse aquela personagem vazia e imbecil que representa a MULHER , ou a pseudo – guerreira sem causa e ansiosamente á espera de se tornar vazia e imbecil.
Hoje,passados 10 anos…temos Marian. Isso, a Marian deste Robin Hood . Marian é uma Xena sem passado de assassina.Estou a ignorar o facto de uma mulher da Idade Média ser perita em artes marciais,mas a verdade é que, tal como Lucy Lawless, também Lucy Griffiths nos faz esquecer esses pormenores, enquanto a vemos deixar KO os homens do Xerife!
Não é simpática, não é doce, não gosta de ver o seu território invadido pelo seu antigo namorado, não gosta de ser mandada…aliás, tem uma queda para super – heroína, para esconder a sua identidade por trás de uma figura mascarada que prefere atacar de noite.Marian só é Xena quando coloca a máscara.Quando não está mascarada, mostra uma cara aparentemente bondosa,enquanto a vemos manipular,organizar,conspirar e sempre,sempre,tentar manter o controlo, por detrás das paredes do seu castelo.
Não foge do vilão (?) porque este a repugna, mas porque este a atrai,mas depois volta e depois volta a jurar amor ao Robin,mas, quanto teve oportunidade de ficar com ele na floresta, sentiu – se sufocada.E depois voltou para perto do vilão, sentindo-se feliz por poder morrer com ele. Mas o mais original é podermos ver uma personagem feminina a desejar um homem pelo seu corpo, a ficar algo confusa…enfim, a sentir tesão.
Mantém uma rivalidade muito especial com o Xerife: ambos se detestam porque ambos competem pelo mesmo homem,que são capazes de trair alegramente, Sir Guy of Gisbourne. Não o amam,mas não suportam não ter o exclusivo da sua atenção. Ou talvez amem…á sua maneira não muito saudável.
Marian é uma Xena que ainda não se libertou, que se sente encurralada e frustrada: prefere resolver as coisas recorrendo ao reciocinio frio,mas é na luta que se sente realizada. O pior é que não anda pelo mundo,como Xena: está confinada a Nottingham, a defender um povo de totós que, caso não fossem totós,não precisariam dela.
Dezembro 9, 2007
Depois do ataque que sofri, precisava de confirmar que ainda há homens.

Caro amante dos pontos de exclamação, das frases confusas e das tentativas frustradas de inventar questões que não foram feitas,para obteres respostas ao que não perguntaste, a tua personagem não passa de uma versão barata, colorida a bold, desta personagem , sendo que eu sei,não te preocupes,que preferes algo tão elegante e simbólico como uma escova de dentes a uma Kalashnikov.
Só para compôr a galeria:

Dezembro 8, 2007
Rapazes: qual é a vossa idéia quando empregam um ponto de exclamação por frase e descrevem pirosamente ( mas convencidos de que são o melhor dos escritores eróticos) o que nos fariam se tivessem a sós conosco?
É que um Henry Miller já é suficiente para ferir de morte a camada de bom gosto que protege o ( meu ) planeta.
Além disso,para além do ponto de exclamação,há também o ponto final, as reticências ( toda uma arte ),o ponto de interrogação e…o ponto final. PONTO FINAL.
Acaso desejam ser os Zezés Camarinhas da escrita, ou acham mesmo que por nos chamarem doçura, querida e mostrarem pseudo-respeito com quero-te bela e orgulhosa e mais umas merdas delico-doces ( por favor, deêm-me já a insulina,que morro) não percebemos a essência da mensagem? A não ser que não haja essência,porque são incapazes de dizer algo importante no meio daquele massacre da língua portugesa que perpetuam, tal qual quadro do menino com a lágrima armado ao existencialista.
Imploro, de inegável forma submissa, que me poupem o paternalismo de fingir valorizar a minha inteligência,enquanto dizem és genial, mas não entendeste o queria dizer,mas eu explico,só para ti , que, a não ser no caso excepcional de eu ter pertencido á Inquisição e vos ter condenado á fogueira, por favor, não sejam nem gentis nem simpáticos,como se me estivessem a fazer um especial favor. Por amor de Deus,vocês só arderam durante um bocadinho,que direito vos dá tal acontecimento passado de me atingirem o cérebro com uma dose de marialvismo – metrossexual ?! Além disso, pelo menos,enquanto ardiam na fogueira,estavam calados e davam um caloroso espectáculo gratuito ás massas.Estando calados.
Ai…a tortura do diminutivo!Piedade,por favor.Que seja eu Palestiniana, acusada de conspirar contra Israel e que seja torturada interrogada por um homem muito parecido com o Jason Isaacs, (que não descerá ao ponto de empregar diminutivos), que um raio se abata sobre a minha cabeça…ah,esperem,já se abateu e eu já estou morta. Argh…zinho.
Todas as palavras a que acrecenta inho ou inha perdem a sua qualidade de palavras e transformam-se em pedintes,em tendas de circo pobres,em Ivos Karlovics a jogarem ténis. Não,não é ternurento,não é carinhoso,mas sobretudo,não é viril e não dá tesão. Talvez os vossos cérebros danificados ainda não tenham atingido,mas nós,mulheres,não somos criancinhas. As crianças não usam diminutivos e vocês deveriam levar porrada dos alunos que agridem os professores. E os vossos prefessores deveriam ir todos para o Sudão por vos terem ensinado que essas aberrações linguisticas existiam.
Seria interessante que não falassem como se fôssemos virgenzinhas. Não,o que descreveram não é original,nunca foi e não há-de ser. Não,não me entusiasmou.Foi até bastante nojentinho. As salas com sofás e cadeiras já existem há algum tempo,também. A unica cena que posso imaginar na banheira é baseada no Psycho e sou eu que tenho a faca;depois,deixo-vos pendurados numa árvorezinha e vêm os corvos – Os Pássaros . E só viverão duas vezes para eu ter o prazer de vos assassinar uma terceira,acusados de crimes brutais contra a estética e a elegância.
Por isso,rapazes…não me fodam com os pontos de exclamação!
Dezembro 1, 2007
Quem me tira o self – control? Aceita-se inspiração baseada em qualquer uma das três versões .