Maio 2007


Mais uma vez, a leitura de um livro mostrou-me um belo moço, de seu nome Elric

 

Os dois livros desta saga à venda em Portugal são publicados pela editora Saída de Emergência.

 

Como me sinto extremamente preguiçosa, vou citar o próprio autor,descrevendo o seu personagem,Michael Moorcock :

 

É da cor de um crânio desbotado, a pele; e é branco de leite o longo cabelo que lhe escorre até abaixo dos ombros. Da bela cabeça afunilada espreita um par de olhos rasgados, rubros e taciturnos, enquanto das mangas largas da toga amarela surgem duas mãos delicadas, também cor de osso…( Elric, príncipe dos Dragões, p.19).

 

Ou seja, da próxima vez que quiserem que nós, jovens ,bebamos leite, em vez disto:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mostrem – nos isto * :

 

 

foda-se.jpg

 

 

 

 

Pessoalmente, uma vez que detesto leite, vai permitir-me elaborar todo um conjunto de metáforas envolvendo outras substâncias de aspecto leitoso, muito mais saborosas de ingerir.

 

Mas qual o propósito desta entrada? Queixar-me. Porque não há perto de mim homens como o Elric,o Lucius Malfoy,o Ville Valo e o Johnny Depp?!!

 

E não me venham dizer “ahah,pois,mas tu não podes”, porque a Vanessa Paradis babava tanto pelo Johnny Depp como eu e levou – o para a cama, ou não? Tudo bem, não sou um esqueleto e não frequento os mesmos meios,mas tudo isso são circunstâncias.Bolas,snif,que injustiça!

 

E não,não estou a pensar numa relação, estou pura e simplesmente a pensar em foder.

 

Estou simplesmente a pansar no imenso prazer de fruir tão belos e atractivos seres, de senti-los dentro de mim e pensar como o mundo é maravilhoso!Seria também um orgasmo estético

 

Serve, portanto,este comentário como testemunha da minha profunda inveja.

 

 

 

 

 

* Imagem original pode ser vista AQUI

Nada me aborrece mais do que algo que não assume completamente o que é.

 

POTC 3 brinca com a idéia da Tragédia,mas nunca tem coragem de entrar no recreio;tenta ser Hollywood,mas nunca alcança clássicos de filmes sobre Piratas,como “Captain Blood”.

 

Sobretudo,parece um filme em que a acção só existe como fuga ao pensamento: será credível que uma pessoa mate outra,mas que as duas nunca discutam tal? Elizabeth e Jack apenas trocam diálogos superficiais e, se não fosse o facto de Keira e Johnny serem bons actores,até nos esqueceríamos que aquelas duas pessoas se conheciam. Alguém me explique como,no primeiro filme,o objectivo de Jack é matar Barbossa como vingança por este o ter deixado para morrer e nem sequer troca uma frase mais desagradável com Elizabeth!Como é possível que , em 2007, se ignore a tensão sexual existente entre ambos,como é possível que uma mulher não tenha direito de desejar um homem?! Um actor como Johnny Depp e nada?!!Nem uma intensa troca de palavras?! A não ser que oferecer-lhe um marido morto-vivo ,depois de afirmar que não a perdoa,seja a vingança: “não me podes ter,mas não terás mais ninguèm”. Uhum…pálida comparação perante o perturbante e violentamente sensual “Duel in the sun”.

 

Parece ter havido falta de coragem para abordar uma relação claramente sado-masoquista, na qual os protagonistas sentem que o amor que o outro inspira é a causa da sua destruição. Na realidade, na minha opinião, a relação entre Jack Sparrow e Elizabeth Swann é espelhada através da relação entre Davy Jones e a deusa Calypso. Quando esta lhe pergunta porque a traiu,DJ responderá que não teve alternativa,porque não lhe sobrava mais nada, porque o amor que sentia por ela o estava a destruir.JS e Calypso são os deuses ( pagãos, como foi necessário realçar) da Tragédia, cruéis, indiferentes aos resultados das suas acções sobre os mortais, encantadores e terríveis, ou talvez terríveis porque encantadores,porque mostram a sua natureza ( would you love me if I was any different, pergunta Calypso a DJ) e mesmo assim atraem os mortais. DJ e ES estavam dispostos a morrer por tais deuses, a sacrificarem-no seu altar e nada receberam em troca. não são verdadeiramente os deuses que eles odeiam,mas a sua própria humanidade,que os impele a irem direitinhos para o altar sacrificial. Ambos tentam que destruir aqueles que amam,transformando-os em meros mortais,fazendo-os sofrer o peso das suas acções,capazes de morrer,mas a maldição cai igualmente sobre eles.

 

Jack,no filme anterior, regressa ao barco para enfrentar o Kraken,mas antes abandonara Elizabeth a esse mesmo monstro. JS abandona o navio como um cobarde e regressa como um deus ( interessante notar que Elizabeth era aquela que carregava o simbolo fálico,apenas o perdendo para Jack),envolto em luz.

 

Mesmo mais do que Calypso ( que não faz absolutamente nada, a não ser exemplificar a raiva sentida por quem foi despojada de poder), Jack decide sobre a vida e sobre a morte dos que o rodeiam, : Will,que,verdadeiramente,não teve oportunidade de decidir se queria ou não passar a eternidade como morto-vivo.Aliás,Will não decide absolutamente nada: não sabe se quer ser pai ou filho,se quer ser companheiro de uma mulher,ou regressar à infância e ao seu sonho de criança de ter um pai;è por isso acertado que termine a viajar entre a vida e a morte,sem estar verdadeiramente vivo ou morto.

 

Elizabeth ,ao invés,aparece como a guerreira,aquela que decide o seu próprio destino, que decide sobre a sua vida e a sua morte, a heroína trágica que desafia em deus que a considera como sua igual.Só os heróis conseguem ir ao Inferno e regressar,mas nenhuma das personagens consegue verdadeiramente ultrapassar a morte,porque todas elas vivem num constante pesadelo,em que o elemento que as deveria salvar,o amor,é aqui o elemento da sua perdição. Elizabeth, a guerreira,aceita uma vida em que é companheira virtual de um morto-vivo,pelo mesmo motivo que Ulisses pediu que o prendessem ao mastro do seu navio: nenhum deles conseguia verdadeiramente resistir à tentação de se deixar fascinar pelo que os poderia destruir.DJ e ES pagam um pesado preço por terem desafiado os deuses em busca da sua liberdade: ele apenas pode ter Calypso ao morrer,Elizabeth viverá uma vida em que não é nem livre nem esposa/amante.

 

Will é,apesar ( ou devido a essa sua dificuldade em assumir-se) da sua incapacidade de decidir ,o ponto de equilibrio entre estas duas forças,JS e ES.E,por isso,aquele que DJ mata.Will é aquela doce personagem trágica,amada por protagonistas violentos,agressivos e cruéis,que nele conseguem descobrir a sua ternura e um mundo onde não é preciso matar para não ser morto. E,por isso,a sua perda desencadeia as acções omnipotentes dos referidos protagonistas, em contrapartida à doçura do que foi perdido.

 

Mas tudo isto são elementos demasiado rápidos para serem verdadeiramente profundos,para nos convidarem a reflectir ,ou,sequer ,para nos dar tempo para perceber o que se está a passar.São meros flashes,como,se,por breves segundos Eurípedes tivesse possuído a mente dos argumentistas,para,5 segundos depois,se ir embora.

 

Sao-Feng vocifera que apenas ajudará Jack a sair do inferno para depois o matar,Beckett não é capaz sequer de verbalizar de que forma Jack o marcou e Davy Jones fará a mais dramática e simples de todas as afirmações: “You’re a cruel man,Jack Sparrow ” ( contraponto perfeito ao que Calypso pensa de DJ ” You were many things,but you’re never cruel,Davy Jones”). Mas cadê todo esse desparrame de crueldade? Por acaso ficamos a saber de forma foi Sao-Feng ofendido? E que marca esconde Beckett?

 

E,desde quando é que os piratas,anarquistas,musas e musos do movimento “punk”, seguem regrinhas e lutam por valores como a liberdade e a justiça para todos? Os piratas ganhavam a vida a assaltar e a matar, não a seguirem Elizabeth d’Arc, a guerreira virgem. E Keith Richards como guardião da lei?! O homem que passou a vida a transgredir guarda a lei?!Diabolizar uma instituição Europeia, a Cª das Indías Ocidentais,sem qualquer respeito pela história,numa patética tentativa de criar um temível inimigo colectivo,é parvo e fácil. Vão ler Uma História geral dos piratas e a Pirata para perceberem que a esta ficção nem sequer é digna de competir com a realidade.

 

O primeiro filme era rebelde,revitalizante e conseguia explorar as personagens. O tema central era a vingança e a perda de poder e o filme não deixou de ser divertido.

 

Johnny Depp está sublime a Keira Knightley é austera e trágica,mas o primeiro poucas oportunidades tem de representar,porque a sua personagem nunca está perante uma situação conflituosa mais de alguns milésimos de segundo.mas a cena em que segura o coração de Davy Jones e anuncia que nada se compara a ter poder sobre a vida de outrém é…poderosa.

 

Alguém imagina Jeanne d’Arc,Boadicea,Rainha Jinga ou Alexandre o Grande numa ilha à espera do seu amado/a,vestida como uma dama/cavalheiro,com o seu filhote? Pois,eu também não.

 

Mais importante,o filme chama-se Piratas das Caraíbas. Ou seja,indica um filme de piratas passado nas Caraíbas. Belas praias,mar azul,pôr-do-sol,tesouros escondidos,maldições,seres desonestos e aventureiros.

 

Não indica uma aborrecida versão de Star Wars a que se juntam pós de tragédia,passado numa paisagem em que está sempre frio,a chover e envolta em névoa!Merda,Caraíbas,não Escócia!

Will Turner is the new Noddy

 

POTC:AWE is almost the new Silent Hill.

 

Sexism and hypocrisy are still the new black.

 

Jack Sparrow ( do you still need the link?) is my old Hot,Hot Sex .

 

Old Questions:

 

  • Why is that a male pirate can fuck two women at once,but a female pirate must behave herself like if she was a “proper lady”, only fucking one man ( not the one she clearly wanted to fuck) after marrying him?When he’s already dead?!

  • Why is that ,after creating a strong female character,Elizabeth Swan,the authours needed to assure she was a ” proper woman”, making carrying the child of an un-dead she will see from 10 to 10 years?!Is she being punished for desiring another man? For being a rebel and an active woman,even slightly cruel towards the male protagonist? Because,you see,being pregnant is a punishment!How sick is this??! Elizabeth tried to kill Jack,but we never see the resolution of such conflict.NO!What we see is a woman marrying a fucking un-dead Noddy!

  • Until when,we,women,will endure being castrated,being made pregnant just to avoid men and women of thinking “hey,look at this female character who lives her sexuality like a free person!We should all do the same!”

  • When we will have more female directors?!Someone that feels making a woman waiting for an un-dead baby is an aberration.

Ou, por ,outras palavras, os meus desejos no mundo do BDSM.

 

São bastante simples,e resumem-se numa só palavra: prazer.

 

Oops,agora deveria dizer : dar prazer ao meu dom/senhor/qualquer-coisa-desse-género. Tretas. E vocês, doms,se acreditam nisso, são bastante parvos.

 

Portanto, já estabelecemos o ponto de partida. Se eu não tiver prazer,não tem graça e se não tiver graça eu vou-me embora e se alguém me vier dizer que não nos comportamos assim no BDSM, eu recomendarei que se alistem no Partido Comunista Chinês ou em qualquer seita,onde ficarão concerteza felizes por terem um Livrinho Vermelho ou outro qualquer livro de instruções que vos diga como se comportarem.

 

Depois destas belas palavras revolucionárias, concerteza esperam que esta masoquista vos diga que gosta de inflingir dor ou qualquer outra coisa igualmente chocante.

 

Pois…não.

 

Na realidade, temo que , caso encontrasse o dom/sádico dos meus sonhos, provavelmente acabaria a escrever blogs descerebrados onde me descreveria a mim mesma como ” a sua propriedade”. E é preciso muito para me fazer sentir descerebrada. Muito assim como o Jack Sparrow, esse inatingível acumular de calorias.

 

Confesso: se por acaso o encontrasse, provavelmente a minha felicidade suprema seria ficar ajoelhada horas e horas a adorá – lo, nua, sentindo os joelhos ficarem dormentes e perdendo a noção do tempo, enquanto o espaço se modificava e apenas a sua figura serviria como referência ( reparem como não escrevi Sua). E claro, porque os meus desejos não são apenas filosóficobdsmistas , a dor que ele me causasse seria pura felicidade. Intensa e violenta, sem motivo especial,apenas por pura crueldade e sadismo.

 

E outro motivo de felicidade seria saber que estaria ao seu dispôr, para ser usada,independentemente da minha vontade. Isto soa bastante bem.não soa? Pois é outra léria. Ou melhor,até é verdade, mas o que esconde por detrás é o MEU prazer ,não é o dele.

 

Vejam lá se aprendem.

 

Normalmente, a idéia de comunidade BDSM faz-me rir. Hoje, está a enervar-me particularmente.

 

Uma comunidade, logo um grupo onde os seus membros publicamente admitem partilhar algo em comum. Só que, neste caso, esse also em comum é um dos aspectos mais pessoais do ser humano, a sua sexualidade.

 

Porque é que eu preciso de partilhar a minha sexualidade com desconhecidos?! Com desconhecidos que têm a arrogante pretensão que sabem mais de mim do que eu?! Que me tentam impingir um patético livro de regras, como se eu me tivesse juntado ao Partido Comunista?! Que pretendem a minha exclusiva dedicação à comunidade, para melhor poderem controlar qualquer aspecto do meu comportamento?! Que tentam moldar o meu pensamento e as minhas fantasias?Que afirmam que se eu não me juntar a eles, não alcançarei a salvação ( ainda não percebi bem qual é o inferno e céu, neste caso)?!Como qualquer seita, tentam atrair as pessoas, seduzi-las , prometendo que,assim,não se sentirão umas anormais.Mas desde quando é que há muros entre as sexualidades?! È apenas uma forma de discriminar, com se alguém fosse melhor por gostar de dar ou levar pancada!

 

Deixem que vos diga: eu sei o que quero, sei como o quero e com quem o quero! E, com quando me quiser juntar a uma seita, eu própria a criarei, pq,assim, ao menos, fico rica!e claro,também prometerei a salvação, embora ainda não entenda de estamos a tentar ser salvos.
È perturbante perceber que o fascismo não é só uma corrente politíca, mas um comportamento que parte de nós, sempre que aceitamos que alguém nos dite como pensarmos, como imaginarmos, como sentirmos, em troca de respostas fáceis!

 

Portanto,não, não irei aceitar que me digam como dever ser uma submissa/masoquista nem aceitarei imbecis demasiado inseguros para me aceitarem como sou e demasiado cobardes para irem a um psicólogo explorarem as suas questões.

 

E, caros dominadores e dominadoras, como diz um meu professor ,ligeiramente adaptado: “Quem usa galões,não tem colhões” nem clitóris!

I admit there’s some discrepancies concerning me.

 

I’m a masochist ( but my sadism is very alive and well) and I like being dominated but:

 

- I think most male doms are boring as hell

 

- I like to dominate most male doms

 

- Manipulating them is fun ,because…it’s fun

 

- I believe BDSM is a game.I’m a woman fully aware of my sexuality,I know what I want and what I like,I don’t need no bloody bloke wearing black to tell me what I want!

 

- A little example of a female sub ( 1) blog and male dom ( 2) blog:

 

1-” Yesterday MASTER decided i could have an orgasm.HE was so generous.i belong to HIM ” ( this repeated 882938342 times, like a mantra)

 

2- ” I’m GOD. I’m too sexy for my sub,too sexy for the oxygen,too sexy it hurts!I’m too sexy for earth,too sexy for the universe!when I,Me and Myself were little, I squashed a flower,when I sit on top of it.That was when I discovered I was a DOM!” ( this repeated 8924392 times).

 

It’s a case of multiple bodies and only one brain. Those blogs are better than Valdispert!

 

- I like domming, myself.

 

-I don’t believe doms are superior forms of people

 

- I hate submission

 

I think I must find a way of dominating a dominating man and still be dominated.

Once more,I must refer to Bitchy when she tells the more powerful her potential sub looks like, the more turned on she becomes.

 

For me BDSM is that: a power game. I like to fight with a person who’s intelligent ( and has perfect cheeks and it’s tall and slim) and who,in the end,manages to dom me. I’m not one of those subs who enjoys being diminished. I like a man who’s able to support humour and provocations, not an insecure idiot who starts screaming ” you big meanie,you’re not acting according with the rule book :D ” .Basically, intelligence is the most powerful aphrodisiac,because it goes directly to your brain.

 

It’s the game that thrills, the same way for some hunters is the persecution and not the killing that counts!

 

Which leads to another obsession of mine: Jack Sparrow. Actually,I think all my posts are more or less pretexts to speak about my obsessions,but it’s my blog,so…

 

Well,Jack is, for me, the ultimate model of dom. He has that feline elegance, like a panther.Panthers don’t need to have a label telling they’re dangerous, do they? They’re there. You know they’re there. And they know you won’t leave. Bloody carnivores

 

He never actually screams, which it seems to make even more powerful.He’s even powerful when he’s tied up. Actually, when uses the chain to make Elizabeth giving him his things, moving her,having her under his control…oh my!The more in danger he is,the more powerful he becomes!

 

Ahah,but when he smiles, it’s almost hypnotic ,like telling us it’s no escape possible,and,yet, it can be utterly tender!

 

And he’s cruel, delightfully cruel.. I like to imagine he would whip a woman calling her “luv”, even gently, caressingly, while he would be wounding her. ( Insert pause here…the writer is getting excited,even because there’s an intelligent man speaking to her right now).

 

This is my most powerful temptation.